não havia lugar para morte no mundo que ela constriu para si
não havia medo
não havia sombras, tempestades, pesadelos...
não havia dor
não havia desespero
nem nada
sozinha e intacta
dentro de mil paredes de vidro
protegida do mundo
totalmente preservada
reinando plenamente
sobre seu domínio
o império onde nada perece
onde tudo está sempre em seu lugar
q construiu para fugir
da vida, dos sonhos, do amor...
da letalidade do amor
da letalidade dos sonhos
da imprevisibilidade do mundo que a qualquer custo demonstrou querer compreender...
As árvores são poemas da terra para o céu. Nós as derrubamos e as transformamos em papel para registrar todo o nosso vazio (Khalil Gibran)
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
sincônio
a queda
que gera
a queda
descontínua
e que ao cair
permite
revelar-se
aos parcos momentos de dor incontida
de tudo que a vida exprime
(pré-queda)
sobre os quintais
nauseabundos
que aterram a terra de si
que promulgan a terra a si
que permitem o mal
que permitem o mal
que permitem o contrabando do mal
em bolas de fogo
feitas vestes de monstros
inomináveis
inomináveis
e no fundo do lago onde chegamos
ainda a lentidão do alívio
sobreposta ao beijo inpune
do mar ao mar
como se fosse
no ar
rosas
e
pétalas
de
rosas
que gera
a queda
descontínua
e que ao cair
permite
revelar-se
aos parcos momentos de dor incontida
de tudo que a vida exprime
(pré-queda)
sobre os quintais
nauseabundos
que aterram a terra de si
que promulgan a terra a si
que permitem o mal
que permitem o mal
que permitem o contrabando do mal
em bolas de fogo
feitas vestes de monstros
inomináveis
inomináveis
e no fundo do lago onde chegamos
ainda a lentidão do alívio
sobreposta ao beijo inpune
do mar ao mar
como se fosse
no ar
rosas
e
pétalas
de
rosas
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Pra guardar do vento
o que escrevi um dia em um cartão de aniversário para a Janaína
Pra não acabar com a vida, pintei-te
Quadro por quadro
Te fiz de vidro – pro tempo
...o sempre malvado tempo...
não te levar
tanto daqui
Pra não acabar com a vida, pintei-te
Quadro por quadro
Te fiz de vidro – pro tempo
...o sempre malvado tempo...
não te levar
tanto daqui
Para tornar as foices em lábios:
ou como dizer adeus
As pombas de vidro que recolho
E todas as formas de permissão
que converto em fuga
Os imensos machados que construo
Para decapitar essas flores
tão pequenas
(20/11/2004)
As pombas de vidro que recolho
E todas as formas de permissão
que converto em fuga
Os imensos machados que construo
Para decapitar essas flores
tão pequenas
(20/11/2004)
sábado, 1 de dezembro de 2007
INQUIETUDES SEM FIM
Por Carla Lucia Andretta Moreira (Carlinha)
Quero mais é levantar a bandeira
Carregar nela qualquer luta
Nem clube, nem partido e muito menos de nação
Lutar por algo impessoal
nem sentimento, nem emoção
Um ideal inventado
Partindo do nada
Nem um pouco sonhado
Apenas inventado
Na desistência de lutar por si
Por alguém, ou por uma causa
Invente, crie imagine
Não precisa ser útil, nobre e muito menos passional
Apenas crie e recrie
Reinvente no meio caminho
Não agregue multidões
Nem queria levantar o mundo caído
Apenas levante a bandeira
Aquiete sua alma
Engane seu ser
Deixe que o ideal lhe encontrar
Seja um boneco da sua causa
Sua causa inventada
Não deixe transparecer dúvidas
Não permita que duvidem
Essa bandeira lhe pertence
È a sua causa inventada
O ideal lapidado
No mundo é só vc e sua bandeira
Aquiete-se e apenas caminhe
Caminhe pois é longa a luta
Longa, e só, e dura
È preciso ser forte
Caminhe ou desista
Desista e morra sem uma causa
Desista e aceite o inventado por outrem
Aprisione sua alma
Venda sua capacidade de luta
Renda-se e rasteje
Vil e sem alma
Sem sua causa inventada
Invente e reinvente
Mude de idéia no caminho
Mas nunca consuma
Mantenha-se firme
Sua causa inventada é mais consistente
È sua, é própria, é incomum
A minha é imaginar o dia em que
Cada peça desse jogo tenha sua bandeira
Inventada, própria, única
Enfim todas as almas quietas
Menos a minha
Eu preciso de uma causa
Qualquer uma que não tenha fim
23/11/07
Quero mais é levantar a bandeira
Carregar nela qualquer luta
Nem clube, nem partido e muito menos de nação
Lutar por algo impessoal
nem sentimento, nem emoção
Um ideal inventado
Partindo do nada
Nem um pouco sonhado
Apenas inventado
Na desistência de lutar por si
Por alguém, ou por uma causa
Invente, crie imagine
Não precisa ser útil, nobre e muito menos passional
Apenas crie e recrie
Reinvente no meio caminho
Não agregue multidões
Nem queria levantar o mundo caído
Apenas levante a bandeira
Aquiete sua alma
Engane seu ser
Deixe que o ideal lhe encontrar
Seja um boneco da sua causa
Sua causa inventada
Não deixe transparecer dúvidas
Não permita que duvidem
Essa bandeira lhe pertence
È a sua causa inventada
O ideal lapidado
No mundo é só vc e sua bandeira
Aquiete-se e apenas caminhe
Caminhe pois é longa a luta
Longa, e só, e dura
È preciso ser forte
Caminhe ou desista
Desista e morra sem uma causa
Desista e aceite o inventado por outrem
Aprisione sua alma
Venda sua capacidade de luta
Renda-se e rasteje
Vil e sem alma
Sem sua causa inventada
Invente e reinvente
Mude de idéia no caminho
Mas nunca consuma
Mantenha-se firme
Sua causa inventada é mais consistente
È sua, é própria, é incomum
A minha é imaginar o dia em que
Cada peça desse jogo tenha sua bandeira
Inventada, própria, única
Enfim todas as almas quietas
Menos a minha
Eu preciso de uma causa
Qualquer uma que não tenha fim
23/11/07
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